Do chá aos botânicos: por que origem, cultivo e rastreabilidade importam o ano inteiro.

O chá é uma das bebidas mais consumidas do mundo depois da água. E talvez justamente por isso ele carregue algo raro: história, cultura e território.

Quando falamos sobre chá, normalmente falamos também sobre origem, cultivo, terroir e preparo. Mas o Dia Internacional do Chá existe para ampliar ainda mais esse olhar — trazendo atenção para as pessoas, comunidades e sistemas que sustentam essa cadeia ao redor do mundo.

Foi justamente com esse propósito que a ONU instituiu o Dia Internacional do Chá, celebrado em 21 de maio e promovido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Mais do que celebrar uma bebida milenar, a data reconhece a importância cultural, social e econômica do chá, além dos desafios enfrentados pelas comunidades produtoras e da necessidade de cadeias mais sustentáveis “do campo à nossa xícara”.

Em 2026, o tema da campanha é: “Prosperando o cultivo do chá, apoiando as comunidades.”

E talvez essa seja uma das partes mais interessantes sobre o chá: entender que ele nunca foi apenas sobre sabor.

O chá começa muito antes da água quente.

Quando falamos sobre Matcha, por exemplo, falamos também sobre território, clima, sombra, colheita e moagem. Em regiões como Uji, no Japão — uma das origens mais tradicionais do Matcha — o cultivo do chá atravessa gerações e faz parte da própria identidade cultural local.

Pequenas mudanças no terroir, no tempo de sombreamento das folhas, na colheita ou no método de moagem alteram completamente o resultado final da bebida.

O mesmo acontece com o Hojicha, cuja torra transforma aroma, textura e percepção sensorial de forma profunda.

E talvez seja justamente isso que torne o universo do chá tão fascinante: cada detalhe importa.

Mas aqui na 1401, acreditamos que esse olhar não deveria existir apenas para a Camellia sinensis.

Embora o Dia Internacional do Chá tenha sido criado officially para celebrar o chá verdadeiro, entendemos que a mesma atenção também faz sentido para botânicos e infusões.

Erva-mate, camomila, hortelã, gengibre, cúrcuma e tantas outras plantas também carregam origem, cultivo, secagem, cadeia produtiva e pessoas por trás de cada ingrediente.

A forma como um botânico é cultivado, processado e armazenado também interfere na experiência final.

Rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade não deveriam ser exceções dentro desse universo — mas parte dele.

Por isso, na 1401, buscamos olhar para os ingredientes de forma mais ampla: não apenas pelo sabor ou pela estética da bebida pronta, mas também pela história, procedência, cultura e escolhas envolvidas ao longo do caminho.

Existe curadoria.

Existe intenção.

Existe respeito pela origem.

Porque algumas experiências começam muito antes do preparo.

E talvez seja justamente isso que transforma a forma como nos conectamos com a bebida.

Clique aqui e conheça os chás e infusões que fazem parte do universo 1401.

Feliz Dia Internacional do Chá.

1401.

Um novo jeito de viver o chá

Por Raquel Magalhães para 1401