CARTAS DA CURADORA
Por Romanna Remor
Há ingredientes que entram em uma receita pelo sabor, outros pela textura e existem aqueles que transformam a experiência antes mesmo do primeiro gole. A Fada Azul tipo Matcha é um deles.
Nas últimas semanas, ela ganhou um lugar inesperado: dentro do chocolate. Na edição limitada criada pela 1401 Chá em collab com a Cookoa Chocolates, a Fada Azul encontrou o chocolate branco zero e deu origem a uma combinação que surpreendeu pela cor, pela delicadeza e pela possibilidade de levar um ingrediente tradicionalmente associado às infusões para um universo completamente diferente.
A edição esgotou rapidamente. E acredito que esse seja justamente o melhor momento para voltar ao ingrediente, não mais pelo chocolate, mas pelo que existe além dele. A Fada Azul tipo Matcha é muito mais versátil do que parece, seu sabor delicado e relativamente neutro permite que ela seja incorporada a diferentes preparações sem competir com os outros ingredientes. E sua tonalidade azul intensa transforma uma simples bebida ou receita em uma experiência visual, é quase como acrescentar uma nova dimensão ao que você já conhece.
Um pouco pode transformar muito
O que é interessante sobre a Fada Azul é que não é preciso usar muito, uma pequena quantidade já é suficiente para criar uma cor vibrante e trazer uma nova presença à preparação, é justamente por isso que ela funciona tão bem em infusões.
Para uma tarde mais leve: Imagine uma infusão de hortelã, fresca, aromática, familiar. Agora acrescente uma pequena quantidade de Fada Azul tipo Matcha, a bebida ganha uma tonalidade viva, quase inesperada, enquanto a hortelã continua sendo a protagonista do sabor. É uma maneira simples de transformar um ritual conhecido em alguma coisa nova.
Para desacelerar à noite: Lavanda, ou erva-cidreira, com Fada Azul tipo Matcha e um pouco de tempo, uma combinação que experimentamos por aqui e que surpreende pela delicadeza. São preparações para aqueles momentos em que a bebida deixa de ser apenas uma bebida e passa a marcar uma mudança de ritmo no dia. A Fada Azul entra como um elemento visual e botânico, sem precisar dominar a xícara.
E se a bebida estiver gelada? Aí a Fada Azul fica ainda mais divertida: uma infusão de frutas vermelhas, por exemplo, pode ganhar uma nova dimensão com apenas um pouco do ingrediente. O vermelho das frutas, o azul da Fada Azul, o gelo, a transparência do copo, de repente, preparar uma bebida também vira uma pequena experiência estética. Isso é uma das coisas que mais gostamos no universo dos chás e botânicos: a possibilidade de criar sem necessariamente complicar.
Do copo para a cozinha
Mas não precisamos ficar apenas nas infusões, pois a Fada Azul tipo Matcha também funciona muito bem em preparações alimentares como smoothies, shakes, lattes, iogurtes e outras receitas podem se transformar completamente com uma pequena quantidade do ingrediente.
Um dos nossos preparos favoritos é o Iogurte com Fada Azul, frutas vermelhas e um fio de mel. É simples, bonito e delicioso. O azul encontra o vermelho dos morangos ou blueberries e o dourado do mel. O resultado parece uma sobremesa, mas pode fazer parte de um ritual muito mais cotidiano, até mesmo à noite.
Para o final da tarde: a sugestão é um shake diferente. E aqui acontece algo interessante: às vezes, mudar um único ingrediente é suficiente para fazer uma preparação habitual parecer completamente nova. O shake continua sendo shake, mas muda a cor, muda a aparência e muda a percepção da experiência. Porque comer e beber também passa por aquilo que os olhos percebem.
E, claro, existe o latte quente, cremoso e reconfortante. A Fada Azul tipo Matcha pode ser preparada simplesmente com leite ou bebida vegetal, ou combinado com baunilha para criar um Blue Vanilla Latte. É uma alternativa para quem gosta da experiência dos lattes, mas quer explorar outros caminhos além do café e dos matchas tradicionais. E esta é justamente a graça da Fada Azul: ela não precisa ocupar o centro da receita para transformar a receita inteira.
Um ingrediente, muitos rituais
Talvez a melhor maneira de entender a Fada Azul seja parar de pensar nela como uma bebida pronta e começar a enxergá-la como um ingrediente de criação. Ela pode entrar em:
Infusões: hortelã, lavanda, erva-cidreira, frutas vermelhas.
Bebidas geladas: iced teas, infusões frutadas, sodas e mocktails.
Lattes: puro, com baunilha ou combinado com outros ingredientes.
Smoothies e shakes: inclusive preparações proteicas.
Café da manhã e ceia: como no iogurte com frutas e mel.
Gastronomia: sobremesas, chocolates, bowls e outras criações.
Ela deixa de ser apenas “aquele ingrediente azul” e passa a fazer parte de uma cultura de experimentação, de pequenos rituais e de descobrir novas maneiras de preparar aquilo que já faz parte da nossa rotina.
Da xícara para a vida
A experiência da collab com a Cookoa nos mostrou uma coisa muito bonita: quando colocamos o chá em lugares inesperados, as pessoas ficam curiosas, o que é um ótimo ponto de partida. O chocolate foi apenas uma dessas possibilidades, mas agora queremos continuar explorando. Porque acreditamos que o potencial da Fada Azul tipo Matcha esteja justamente nisso: não dizer como ela deve ser usada, mas abrir espaço para descobrir como ele pode transformar aquilo que você já gosta.
E essa é, no fundo, uma das coisas que mais nos interessam na cultura do chá: beber, comer, criar, experimentar, ir além da xícara.
Romanna Remor
Curadora da 1401 Chá
